O IBJJF Grand Slam — ganhar os quatro grandes campeonatos da organização (Mundiais, Europeus, Pan e Brasileiro) no mesmo ano civil — é uma das façanhas mais raras do jiu-jitsu competitivo. Em 2025, Tainan Dalpra e Isaque "Pato" Bahiense conseguiram-no. Em 2026, estão a tentar fazer história repetindo-o.

Tainan Dalpra — A Máquina de Passagem

Tainan Dalpra, aos 23 anos, tem um jogo que desmotiva os adversários antes de começar. A sua passagem de guarda é considerada, pelos seus pares, a melhor da geração atual: uma combinação de pressão física, timing preciso e uma capacidade de ler o jogo da guarda do adversário que parece sobre-humana. Quando Dalpra passa, raramente o adversário consegue recuperar.

No Grand Slam de 2025, venceu todas as categorias com pelo menos uma submissão por evento — algo que não acontecia há anos. O seu ouro nos IBJJF Europeus 2026 em Lisboa foi mais um passo na defesa do Grand Slam. Para ele, a normalidade é ganhar.

"Dalpra não compete para ganhar — compete para submeter. Essa mentalidade é o que o separa de todos os outros."

Isaque "Pato" Bahiense — A Elegância no Absoluto

Isaque Bahiense, apelidado "Pato" pelo seu movimento fluido no tatame, é o oposto de Dalpra em termos de estilo: onde Dalpra pressiona, Pato espera; onde Dalpra avança, Pato cria ângulos. Mas o resultado é idêntico — vitórias consistentes nos maiores palcos do BJJ mundial.

A sua especialidade é o absoluto: Pato combate lutadores de todas as dimensões com uma adaptabilidade que poucos conseguem imitar. No Grand Slam de 2025, foi particularmente dominante nos absolutos, onde o seu jogo de movimento se adapta melhor a diferentes perfis físicos.

Grand Slam 2025 — Conquistas

  • Dalpra: Mundiais ✅ · Europeus ✅ · Pan ✅ · Brasileiro ✅
  • Pato: Mundiais ✅ · Europeus ✅ · Pan ✅ · Brasileiro ✅
  • 2026 (em progresso): Europeus em Lisboa ✅
  • Próxima etapa: Pan (março) e Mundiais (junho)

Podem Fazer o Grand Slam de Novo?

A dupla conquista do Grand Slam em 2025 foi histórica. Repetir em 2026 seria lendário. Os sinais são encorajadores — ambos venceram os Europeus de Lisboa — mas o caminho é longo. Os Mundiais em Long Beach são sempre imprevisíveis, e a concorrência nos pesos médios está a crescer. Mas se há dois atletas capazes de fazer história duas vezes seguidas, são estes.